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Quarta, 8 de fevereiro de 2006, 09h25 
Record já empata no 2° lugar e prevê crescer 35%
 
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O plano de crescimento da Record, que pretende estar encostada na Rede Globo até o começo de 2009, é ambicioso e a emissora sabe disso. Mas não pretende medir esforços para estar à frente. Boa parte de seus recursos são aplicados em atrações que vão ao ar entre as 19 e as 22 horas, período que concentra cerca de 85% dos investimentos publicitários.

Leia o resumo de Prova de Amor

A novela Prova de Amor já conseguiu, no consolidado, segundo a Record, empatar em audiência com o Jornal Nacional (Globo), em São Paulo (22 a 22), o que já é considerado um feito pelo mercado.

Até abril, a Record terá três estúdios no Rio de Janeiro, para que toda a sua teledramaturgia seja gravada por lá, com elenco recheado de atores globais, como já vem acontecendo.

Em março, na faixa das 21h15, estréia uma nova novela, chamada Cidadão Brasileiro, que terá, também, muitos profissionais vindo da Globo, a exemplo de Paloma Duarte e Gracindo Júnior, entre outros.

A Record, no "prime time" (18 às 22 horas), ainda é beneficiada pela pouca repercussão da novela Bang Bang (Globo), na faixa das 19 horas. Inclusive, o sucesso conquistado com Prova de Amor, que consegue uma média de 20 pontos no Ibope, fez com que a Record esticasse a atração. O fim estava marcado para junho, mas a novela terminará em julho.

Esta estratégia de se aproximar e brigar de frente com a Globo começou ainda em 2004, conta Walter Zagari, diretor-superintendente da Record. "A partir daí mudamos tudo. Fomos ouvir o telespectador e saber o que ele mais queria ver na televisão. Agora, só estamos adaptando nossos programas", detalha o executivo.

E não se pode dizer que não houve resultados. Em 2005, a Record informa ter faturado aproximadamente R$ 700 milhões, em comparação com os R$ 500 milhões de 2004.

O faturamento do SBT teria passado de R$ 600 milhões em 2004 para R$ 700 milhões no ano passado, mas no caso da emissora de Silvio Santos, os números não são oficiais. O SBT informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que o balanço não foi totalmente fechado, já que falta contabilizar a movimentação de algumas afiliadas.

No entanto, continua o SBT, o total daria mais que os R$ 700 milhões divulgados pela Record e pelo mercado. O SBT também não fala, no momento, sobre novos investimentos e possíveis mudanças na programação para enfrentar a concorrência, que só cresce.

Vale lembra que o SBT leva ao ar com mais peso atrações infantis, principalmente desenhos animados, que não têm o mesmo preço de tabela da teledramaturgia. E por falar em tabela de preços, Zagari a conta que enquanto o mercado reajusta seus preços nos meses de abril e outubro, a Record faz isso em março e setembro.

"Todos seguem a Globo nos preços e achamos que isso não era necessário", afirma Zagari.

De acordo com o diretor-superintendente, o comercial de 30 segundos da novela Prova de Amor terá preço de tabela (quase nunca é o praticado à risca, pois o que vale sãos os descontos) de R$ 76,5 milhões até o dia 28 de fevereiro. Depois, tem um reajuste que o iguala ao valor cobrado pela Globo, no intervalo de Bang Bang - R$ 167,42 milhões.

Segundo Walter Zagari, o mercado publicitário está reagindo muito bem ao que seria uma nova fase para a Record. Ainda neste ano, está prevista a estréia de mais uma versão do reality show O Aprendiz, apresentado por Roberto Justus, que sempre contribui positivamente para os lucros da Record.

O diretor comercial da agência DPZ vê com entusiasmo a fase atual da Record. "É um movimento que inclusive indica um aumento no total de TVs ligadas. "Isso ajuda e, além da novela Prova de Amor, ainda temos de lembrar do Jornal da Record, que está dando uma média de 10 pontos de audiência", comenta Barbará.

Mas o profissional da DPZ analisa com os pés no chão o que chama de tendência a uma nova fase. "Ficar alguns minutos à frente ou mesmo empatado não é totalmente uma vantagem. Afinal, não podemos anunciar somente nos picos. Compramos um horário médio de audiência", diz o diretor comercial.

Em relação à decisão da Record de seguir o caminho trilhado pela Rede Globo, com reforço da teledramaturgia, Daniel Barbará diz que não é negativo na visão do mercado publicitário. "A realidade mundial não é diferente. Basta analisar atrações como o Big Brother, que é repetida em vários países do mundo", analisa Barbará, ressaltando que há um limite, para o que a Record não considera como cópia, segundo Walter Zagari. "É preciso se lembrar sempre da qualidade", comenta o diretor da DPZ.
 

Investnews - Gazeta Mercantil
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