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Domingo, 17 de julho de 2005, 10h00 
"Vou me divertir em Bang Bang", diz Alinne Moraes
 
André Bernardo
 
Pedro Paulo Figueiredo/TV Press
Alinne Moraes será Penny Lane em  Bang Bang , a próxima novela das sete da Globo
Alinne Moraes será Penny Lane em Bang Bang, a próxima novela das sete da Globo
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Alinne Moraes jura que nos tempos de colégio aturava apelidos pouco lisonjeiros como "vassoura" e "bocão da Royal" - este numa referência à famosa propaganda de gelatina. Isso tudo porque era alta, magra e sem bunda nem peito.

Para a infelicidade das "amiguinhas" invejosas, porém, ela cresceu e apareceu. E hoje empresta os luminosos olhos verdes e os insinuantes lábios carnudos às novelas da Globo. Desde que estreou em Coração de Estudante, de 2002, só fez emendar uma produção na outra: Mulheres Apaixonadas, Da Cor do Pecado, Como Uma Onda e, agora, Bang Bang. "Vou me divertir horrores nessa novela", disse.

Longe de curtir merecidas férias, já teve presença confirmada na próxima das sete, Bang Bang, prevista para 3 de outubro. "Quando o Ricardo Waddington me apresentou a Penny Lane, não tive como recusar. Além disso, só tenho 22 anos. Ainda estou nova para ficar reclamando de trabalho", brinca.

Batizada com o nome de uma famosa canção dos Beatles, a Penny Lane de Mário Prata é, nas palavras da atriz, uma mistura de Betty Boop com Marilyn Monroe.

Por isso mesmo, além de clássicos do "western" protagonizados por uma das divas de Hollywood, como O Rio das Almas Perdidas e Os Desajustados, Alinne tem assistido também a inúmeros desenhos da sexy dançarina de cabaré criada pelo cartunista Max Fleischer. "A Penny é totalmente para cima. Ri de tudo. Ela acha graça da piada antes mesmo de ouvir o final", exemplifica.

O lado espirituoso da personagem, aliás, não deixa de ser um alívio para a atriz. Apesar do pouco tempo de carreira, ela só tem feito personagens com forte teor dramático. Como a mãe solteira de Coração de Estudante, a lésbica de Mulheres Apaixonadas e a surfista com tumor no cérebro em Da Cor do Pecado. "As minhas personagens só fazem chorar. Sofrer e chorar. 'Onde tenho de chorar? É aqui? Então, tá bom, vamos lá'", ironiza.

Mas, a julgar pelo "workshop" promovido pela Globo em um haras em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, o clima em Bang Bang promete ser dos mais descontraídos. Ainda mais se levar em consideração que Alinne vai contracenar com Ney Latorraca, que interpreta uma espécie de cientista maluco na novela. "O Ney é espetacular! Só de passear com ele na charrete, já ri de montão", empolga-se.

Ao contrário do que aconteceu em Da Cor do Pecado, quando tentou aprender a surfar, Alinne diz estar mais familiarizada com o universo rural de Bang Bang. Afinal, natural de Sorocaba, no interior de São Paulo, cresceu no meio de bichos e da natureza. "De cavalo, entendo tudo. Mas surfe, praia e, principalmente, me equilibrar numa prancha, eram novos para mim", compara.

Pelo menos, em Da Cor do Pecado, Alinne dispôs de tempo para compor a surfista Moa. Luxo que não teve em Como Uma Onda. "Me jogaram na cova dos leões e pensaram: 'Vamos ver no que vai dar'. Como tenho pouco tempo de carreira, me senti insegura. Era um passo muito largo para mim", queixa-se.

A atriz lembra que, a princípio, estava reservada pelo diretor Jayme Monjardim para um papel secundário em América. Já Deborah Secco, que hoje interpreta a Sol exatamente em América, estava escalada para fazer a Nina de Como Uma Onda.

Quando Deborah foi remanejada para a trama de Glória Perez, a direção da Globo achou conveniente promover Alinne à protagonista da novela de Walter Negrão. A atriz, com razão, não gostou muito da idéia. "Tive menos de uma semana para me preparar para o papel. Foi tudo no susto", reclama.

Já refeita, Alinne só tem olhos para o seu primeiro trabalho de época na tevê e também sua primeira experiência no cinema. Ainda este mês, ela começa a rodar o filme Fica Comigo Essa Noite, versão de João Falcão para a peça homônima de Flávio Marinho.

"Hoje em dia, evito criar expectativas. O que posso garantir é que vou fazer a minha parte da melhor maneira possível. Como, aliás, sempre fiz", ressalva ela.
 

TV Press
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