| Reuters |
 Michael Jackson chega amparado pelo pai e por um de seus seguranças |
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Michael Jackson não conseguiu nesta quinta cumprir o prazo para aparecer no tribunal que o julga por abuso sexual infantil, arriscando ser preso por isso.
Especial julgamento Michael Jackson
Vestindo uma espécie de pijama azul, Jackson chegou alguns minutos após o prazo de uma hora dado pelo juiz. Ele parecia fraco, e precisou da ajuda de algumas pessoas para caminhar.
Esta quinta-feira deverá ser um dos dias mais importantes do julgamento, quando ocorrerá o testemunho do jovem de 15 anos que o acusa.
O advogado de Jackson explicou que o músico de 46 anos precisou passar no hospital porque estava com problemas nas costas. Não ficou claro imediatamente que atitude o juiz tomará, informou a agência Reuters.
A ausência de Jackson na corte no horário previsto fez com que o juiz encarregado avisasse que expediria um mandato de prisão para o astro e revogaria sua fiança de US$ 3 milhões, a menos que se apresentasse dentro do prazo.
O Hospital Santa Ynez Cottage confirmou à agência AFP que Jackson recebeu tratamento no hospital e partiu rumo à corte por volta das 8h45 locais (13h45 de Brasília), onde deverá ficar frente a frente com o adolescente que o acusa de abuso sexual.
A assessora de imprensa Raymone Bain disse que o cantor dirigia-se para a corte, depois de receber o tratamento. Ela afirmou que Jackson acordou cedo para se preparar para ir ao julgamento, mas caiu doente por volta das 5h15 locais (10h15 de Brasília). "Tinha dores nas costas", disse ela à AFP.
"Ele foi para a emergência (do hospital) para tomar um relaxante muscular, mas não sabemos porque demorou tanto. Ele chegou lá por volta das 5h45 (10h45 de Brasília) e ficou lá por três horas não sabemos por que", afirmou. Ela disse não saber como ele estava se sentindo no momento, mas afirmou: "Ele não estava bem esta manhã".
Jackson é acusado de abusar sexualmente do menino, de lhe dar bebidas alcoólicas para facilitar o abuso e de conspirar para cometer seqüestro infantil, cárcere privado e extorsão.
Se for considerado culpado das 10 acusações criminais, o cantor, que se declara inocente, pode enfrentar mais de 20 anos de prisão.
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