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Domingo, 27 de fevereiro de 2005, 20h14 
"Fiquei com a perna dolorida", diz Ludmila Dayer
 
Flávia Swerts
 
Pedro Paulo Figueiredo/TV Press
Ludmila Dayer se casa em  Senhora do Destino
Ludmila Dayer "se casa" em Senhora do Destino
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Em reta final de novela não podem faltar as clássicas cenas de casamento. E Senhora do Destino não prima pela originalidade. Depois do agitado "casório" de Maria Eduarda e Viriato, personagens de Débora Falabella e Marcelo Anthony, a próxima boda a ser exibida vai ser a de Daniele e Venâncio, papéis de Ludmila Dayer e André Gonçalves.

Veja as fotos da gravação!
Leia o resumo da novela

As cenas foram gravadas no Projac, no último dia 21, na igreja da cidade cenográfica de Chocolate com Pimenta, exibida em 2003, que permanece praticamente intacta.

E, como sempre nessas ocasiões, o grande destaque foi a noiva. Ludmila gravou ininterruptamente das 11 às 16h, sempre com disposição e empolgação com a cena de matrimônio. Nem o apertado vestido branco, que quase a impedia de se se movimentar, tirou o humor da moça. "Fiquei com as pernas doloridas, mas é bom que dá veracidade à cena", ameniza.

O figurino apertado, que faz jus ao estilo "sexy" da Ninfa-bebê, tem razão de ser na cena. É por conta dele que Daniele não consegue sair do carro de Giovanni, de José Wilker, e tem de ser carregada por ele. "Achei bacana o autor não ter desvinculado o Giovanni da Daniele até no dia do casamento dela, pois ele representa muito para ela", opina.

Quem pareceu não ter "curtido" muito a idéia de Aguinaldo Silva foi José Wilker. O ator, visivelmente esgotado por uma forte gripe, teve de carregar Ludmila no colo várias vezes - até ouvir o "valeu!" do diretor Marco Rodrigo.

Nos breves intervalos que tinha, Wilker corria para uma cadeira à sombra e foi justamente em um desses momentos que ele disparou: "O ideal é que não tivessem cenas de casamento em novelas. São as mais chatas de gravar".

Muitos atores presentes concordaram com Wilker. Suzana Vieira, Milla Christie, Mara Manzan e Carolina Dieckmann afirmaram que esse tipo de cena é muito cansativo e desgastante. "Odeio gravar cena de casamento. Se alguém disser que gosta é mentira. Tem muita gente e, em geral, não são cenas dramaturgicamente fortes", frisa Carolina.

Mas André Gonçalves, o noivo em questão, gostou. Ele estava tão entusiasmado quanto Ludmila e garantiu que adora gravar casamentos e que se diverte muito mais em cenas como essas do que no estúdio. A opinião dos "noivos", no entanto, não era compartilhada por mais ninguém.

Mas apesar do tipo de gravação, do forte calor e dos incontáveis retoques de maquiagem, os atores e até diretor estavam bem-humorados. Marco, no entanto, reconhece que a gravação de um "evento" como esse é muito incômodo para atores e equipe. Por isso, ele optou por começar pelos "closes", foi para os planos médios e só no final das gravações fez os planos abertos. "O mais difícil é conseguir sintonizar todos os atores para que fiquem concentrados na cena", explica Marco.

Marco não parou um minuto durante as gravações e a todo momento dava "toques" para os atores. Assim que gravou pela primeira vez a cena de Daniele e Venâncio saindo da igreja com todo o elenco em volta, não pensou duas vezes e gritou: "Essa foi a jogada de arroz mais desanimada da televisão brasileira!". Foi o suficiente para o elenco se empolgar. Heitor Martinez era um dos mais animadinhos e até inventou uma espécie de "grito de guerra" para Venâncio, que logo contagiou os outros atores: "Se deu bem, se deu bem!".

Ao todo foram usadas 80 dúzias de rosas e 80 de flores artificiais para decorar a igreja e cinco quilos de arroz. Mas até o final da novela, a Globo vai ter de providenciar outros "casórios". Isabel e Edgard, por exemplo, vão juntar as escovas de dente. Mas quem leva a pior nessa história de casamento é Suzana Vieira. Sua personagem, Maria do Carmo, vai ter de se casar uma vez com Giovanni Improtta e outra com Dirceu de Castro, personagem de José Mayer. E só uma delas vai ao ar.
 

TV Press
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