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Entrevistas
Quinta, 21 de outubro de 2004, 08h05 
"Malhação não torna você um ator", diz Maria Flor
 
Flávia Swerts
 
Globo/Divulgação
Maria Flor vive a apaixonada Tina em  Cabocla
Maria Flor vive a apaixonada Tina em Cabocla
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As feições delicadas e o físico aparentemente frágil podem dar uma impressão de timidez. Mas basta pouco tempo de conversa para que transpareça a personalidade forte e determinada da atriz Maria Flor. A intérprete da romântica Tina de Cabocla sempre faz questão de demonstrar toda a sua vontade de trabalhar. "Um ator tem de fazer os testes, mandar bem e dizer: 'Eu realmente quero fazer esse papel'", ensina a atriz de apenas 21 anos.

Leia o resumo de Cabocla

Foi pensando dessa forma que ela saiu de Malhação - seu primeiro trabalho na tevê - diretamente para a novela das seis. Ao saber que o diretor Ricardo Waddington estava selecionando o elenco de Cabocla e pretendia convocá-la para testes, Maria Flor ela não teve vergonha e foi logo dizendo a ele que gostaria muito fazer a novela. "Eu peço, batalho mesmo", admite.

Depois de alguns testes, Maria Flor conseguiu o papel de Tina e realizou um antigo sonho: fazer um trabalho de época. "Acho que tenho 'cara de época' e que o processo de composição é mais divertido", justifica a atriz, que é fã dos figurinos e da maneira de como os personagens falam em um trabalho como esse. E laboratório não faltou a Maria Flor em Cabocla.

Ela e outras mulheres do elenco passaram cerca de um mês em um haras no Rio de Janeiro aprendendo, entre outras coisas, a andar a cavalo, bordar, passar roupa com ferro a carvão, depenar galinhas e a limpá-las depois de morta. "Isso era muito 'eca'", relembra a atriz, em tom de brincadeira. Mas apesar do ligeiro desconforto, Maria Flor considerou que a preparação foi bem completa e a ajudou muito a "entrar" no clima da época da novela.

Mas não foi só a "magia" de poder "voltar no tempo" que encantou a atriz. Maria Flor se identificou com Tina "de cara", pois logo percebeu semelhanças com a personagem. "Ao mesmo tempo em que ela é uma mulher forte, não perde a meiguice e o romantismo. Eu também sou assim", revela.

A personagem utiliza sua persistência para conquistar o grande amor da sua vida, o peão Tomé, de Eriberto Leão, que sempre foi apaixonado por Rosa, a irmã de Tina que fugiu. Depois de muito insistir, Tina conseguiu se casar com Tomé e, segundo Maria Flor, sua personagem vai entrar em um momento mais próspero, já que está ao lado de Tomé e começa a se entender melhor com a mãe, que sempre demonstrou clara predileção por Rosa. "Tudo está se encaminhando para um final feliz", imagina. Mas a certeza da atriz pode ser abalada, pois há rumores de que Rosa possa retornar e atrapalhar o casamento de Tina e Tomé.

Se o personagem ainda guarda indefinições, Maria Flor está totalmente focada em sua carreira. Quando era um pouco mais nova, ela queria ser bailarina. Ela saía do colégio direto para o balé e tinha de almoçar dentro do ônibus a caminho da aula. Depois que decidiu ser atriz, o empenho também mudou de área. Atualmente, Maria Flor emprega o conhecimento e o preparo acumulados em dez anos de dança no aprimoramento de sua atuação. "Graças a dança, sei usar o corpo a meu favor", garante Maria Flor, que só pensa em se firmar na profissão de atriz. Mesmo tendo ouvido falar bastante que 2004 é o seu ano, ela não se deslumbra. "É apenas um ano bom. Não quero estourar. Quero uma carreira constante e duradoura", garante.

Esse pensamento sempre acompanhou Maria Flor. Desde que entrou em Malhação, onde interpretou a clubber Rê, ela já sabia que aquilo seria apenas um primeiro passo. A atriz já tinha em mente que ficaria apenas por uma temporada, já que não queria interpretar por muito tempo um mesmo papel e nem correr o risco de ficar "esquecida" no elenco do "folheteen". "A Malhação é uma escola apenas para conhecer a tevê, não para se tornar um ator. Os personagens, em sua maioria, são muito superficiais", desdenha.

Agora, Maria Flor está aproveitando a oportunidade de contracenar com grandes nomes da tevê, como Tony Ramos, Sebastião Vasconcelos e Vera Holtz para aprender tudo o que pode. "Eles são muito disponíveis e generosos, mas só observá-los já é uma aula", garante.

Gosto pela telona
Além de Cabocla, esse é um ano especial para Maria Flor também no cinema. Nos últimos dois anos ela participou de três filmes. Um deles, foi Cazuza - O Tempo Não Para, de Sandra Werneck, que estreou em junho. Maria Flor interpretou uma tiete que seguia o Barão Vermelho por todos os lados. A inspiração da atriz para esse papel foi a sua própria admiração pela banda "Los Hermanos". "Nas gravações, eu pensava: 'tenho de ser fã do Barão igual eu sou do Los Hermanos'", revela.

Os outros dois longas-metragens - Diabo a Quatro, de Alice de Andrade, e Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat - devem estrear ainda esse ano. Maria Flor fez testes para participar de todos os filmes, mas no caso de Quase Dois Irmãos, ela fez questão de demonstrar toda a sua vontade de fazer o papel, assim como fez em Cabocla.

Depois dos testes, a atriz soube que a diretora estava em dúvida entre ela e umas outras meninas. Maria Flor não pensou duas vezes: ligou para Lúcia Murat e disse: "Eu acredito que posso fazer bem esse papel e quero fazer. Estou aqui...". No filme, a atriz interpreta uma "riquinha" revoltada, filha de um político, que se envolve com um traficante.

Já em Diabo a Quatro, Maria Flor é a protagonista. Ela vive uma jovem do Amazonas que vai para o Rio de Janeiro trabalhar como babá. Mas para conquistar um rapaz, ela acaba se tornando garota de programa. Para viver essa personagem Maria Flor fez um intenso laboratório. "Fui a várias boates e conversei com garotas de programas e strippers", conta a atriz, que aguarda ansiosa a estréia desses dois filmes.

Instantâneas
# Maria Flor nasceu em 31 de agosto de 1983, no Rio de Janeiro.
# Além do balé, a atriz já fez aulas de acrobacia aérea em tecido com a coreógrafa Deborah Colker.
# Atualmente, Maria Flor deixou a dança de lado devido ao intenso ritmo de trabalho e está fazendo apenas ioga. "A dança, ou eu levo a sério, ou eu não faço. Me sinto mal se não posso ir a todas as aulas", explica.
# Maria Flor adora novelas e faz questão de assistir a sua atuação em Cabocla, mas confessa que, logo no início, via vários defeitos na sua interpretação. "Agora relaxei. Sempre tento estar em casa às 6 horas para ver a novela", conta.
# Maria Flor não esconde que tem uma personagem dos sonhos. Ela tem muita vontade de interpretar Heloísa, vivida por Cláudia Abreu na minissérie Anos Rebeldes. "Mas vai ser impossível. Acho que nunca mais vão gravar novamente", lamenta.
 

TV Press
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