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Sexta, 14 de agosto de 2009, 21h04  Atualizada às 21h37
'Globo' destaca Universal pelo 4º dia; 'Record' promete revidar
 
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A TV Globo voltou a dar destaque nesta sexta-feira, pelo quarto dia seguido, às denúncias contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo. O Jornal da Record evitou, no entanto, entrar no terceiro dia seguido de ataques contra a concorrente, mas prometeu uma matéria especial e uma entrevista com Edir Macedo no domingo à noite.

As emissoras têm trocado ataques desde quarta-feira, quando a Record resolveu responder às acusações do dia anterior, por ter considerado que a concorrente deu destaque excessivo ao fato da Justiça paulista ter acatado denúncia contra Edir Macedo. A rede de televisão recorreu a imagens da ditadura militar para atacar a Globo e citou casos históricos para acusar a concorrente de manipular a opinião pública. Ontem, a Record retomou os ataques com uma reportagem de mais de 20 minutos.

A reportagem do Jornal Nacional de hoje começou às 20h35 e teve seis minutos de duração. Além de voltar a retomar denúncias publicadas pelos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, o telejornal apurou qual teria sido o destino de R$ 10,2 milhões da Igreja Universal apreendidos pela Polícia Federal em Brasília em 2005.

Segundo a reportagem, o dinheiro foi apreendido em sete malas que estavam em posse de João Batista Ramos da Silva, um dos réus da denúncia desta semana e, na época, deputado, pastor e presidente da Igreja Universal e ex-diretor da Rede Record e da Rede Mulher. A igreja afirma que o dinheiro é fruto de doações de fiéis.

Ainda de acordo com o Jornal Nacional, a Universal fez seis tentativas para reaver o dinheiro, nas três instâncias da Justiça Federal, mas todas as decisões foram contrárias à ressarcimento. Segundo a Justiça, não ficou comprovada a origem lícita do dinheiro. Um juiz da Vara Especializada em Lavagem disse que o principal motivo da não liberação é a presença de 36 notas com números de série sequencial, totalizando R$ 3,6 mil.

O juiz afirmou que, segundo a igreja, o dinheiro vinha de Manaus (AM), Belém (PA) e Brasília, mas as notas foram emitidas em Minas Gerais. Segundo ele, é muito difícil que o dinheiro em circulação mantenha a ordem do número de série. Além disso, há dois maços de R$ 10 mil com etiquetas do banco e carimbos da Universal.

O advogado da igreja afirmou ao Jornal Nacional que entrou com novo recurso para liberação do dinheiro e que sua origem é legal. A PF informou que ainda não terminou as investigações e, por isso, não pode comentar o assunto.


 
Redação Terra
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