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Terça, 30 de dezembro de 2008, 10h33  Atualizada às 10h37
'American Idol' gera otimismo na Fox novamente
 
Bill Carter
 
Getty Images
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No final do ano de 2008, a rede Fox se encontra, como de costume, atrás de seus concorrentes na audiência. Em outras palavras, o canal mais uma vez tem seus concorrentes exatamente onde os deseja.

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Os executivos da Fox estão acostumados a lampejos no final do último tempo. Mas este ano, eles estão ainda mais confiantes, graças ao retorno da potência em audiência do canal, American Idol, junto ao que parece ser uma programação de apoio mais poderosa.

A outrora formidável série dramática 24 Horas retornará após um ano fora do ar (devido à greve dos roteiristas de Hollywood), e um novo drama chamado Lie to Me estreará acompanhado de rumores sobre seu potencial para ser um sucesso estrondoso.

A Fox tem mexido em sua programação, mudando sua maior série de drama, House, de terça para segunda-feira às 20h; antes da transmissão de 24 Horas. O canal também está mudando seu sólido drama policial Bones de quarta para quinta-feira às 20h, e colocando seu novo e popular drama de ficção científica, Fringe, na terça-feira às 21h, com Lie to Me na quarta-feira às 21h. Isso significa que as duas novas séries herdarão um pouco da audiência de American Idol.

Mais para o final do inverno americano, a Fox trará um novo drama, Dollhouse, de Joss Whedon, criador de Buffy, a Caça-Vampiros, bem como uma nova animação do criador de Arrested Development, Mitchell Hurwitz, e uma série de comédia estrelando Ozzy Osbourne e sua família.

"Vemos o período que vai até dezembro como uma introdução e o evento principal acontece em janeiro," disse Peter Liguori, presidente da Fox Entertainment.

A concorrência parece estar ainda mais vulnerável à ofensiva anual de inverno da Fox - ao menos dois terços dela. A Fox só terá de enfrentar a renascida CBS, que desafiou a tendência geral da televisão ao expandir sua audiência no ano passado.

Os três outros principais canais tiveram queda de 9% no número total de espectadores. A CBS, desde a semana passada, subiu 1% na audiência, montando uma programação consistente e sem noites fracas. Seus programas, como o aparentemente inabalável CSI- Investigações Criminais às terças, tendem a conter a audiência de Idol melhor que os shows de outros canais.

"Muito similar a um bando de leões, Idol faz os fracos de presa", afirmou um executivo sênior de um canal concorrente, que falou em condição de anonimato por não estar autorizado a comentar publicamente sobre o desempenho da Fox e outros canais.

Mesmo assim, até o executivos da CBS reconhecem que têm uma batalha séria nas mãos para tentar deter a Fox.

Pode ser mais fácil bater a NBC e ABC. Ambos os canais entrarão em janeiro sem seus programas de grande audiência: as noites de domingo na NBC não terão mais o futebol americano da NFL e a ABC terá que esperar até março para que Dancing with the Stars retorne e reclame as 3 horas e meia de transmissão tão habilmente preenchidas no outono americano.

Enquanto isso, a Fox terá muitas horas de Idol nas mãos, iniciando em 13 de janeiro com quatro horas de programa na primeira semana. A audiência de Idol caíu cerca de 9% na temporada passada, mas Liguori disse que os executivos da rede e os produtores do show já fizeram longas reuniões para "ajustar o formato."

O resultado foi uma semana a menos de audições, mais programas nas eliminatórias de Hollywood, uma oportunidade para os jurados acrescentarem alguns competidores às finais e, mais importante, um quarto jurado: Kara DioGuardi, compositora e produtora, se juntará a Simon Cowell, Paula Abdul e Randy Jackson.

Segundo Liguori, a idéia foi dinamizar a mistura do quadro de jurados, com DioGuardi sendo capaz de "bater de frente com Simon." Cowell e seus comentários impiedosos continuam sendo o foco do show. A Fox deu aos competidores as honras costumeiras nesse outono americano, novamente considerando mudar "Idol" de terças e quartas para quartas e quintas.

"É muito tentador; fazemos isso todo ano," Liguori disse. Quinta, repleta de programas importantes em outros canais, é uma noite tão importante para os anunciantes ¿ principalmente empresas cinematográficas ¿ que a Fox precisa estudar como irá planejar a noite mais para frente, ele disse.

Por enquanto, a mudança de horário de Bones basta. "O objetivo este ano foi valorizar a programação pensando no longo prazo," Liguori disse, apontando para a decisão de dar a Fringe e Lie to Me o horário nobre de 21h, que Idol costuma ocupar.

Lie to Me é sobre um consultor policial, interpretado por Tim Roth, que desenvolveu técnicas científicas para detectar mentiras nas expressões faciais das pessoas. O piloto foi muito comentado. Se referindo a diversos escândalos recentes, Liguori disse que o programa combina com Idol porque é inspirador: com o governo e o lance de Madoff, o público quer ver a verdade."

A Fox espera que 24 Horas recupere sua força, após ter sofrido sérias quedas na audiência na última temporada integral, há dois anos. No mês passado, a Fox reintroduziu a série com um filme de duas horas que recebeu boas críticas e audiência.

Os executivos da Fox esperam levar novamente o título de canal líder de audiência nessa temporada, mas Liguori disse que isso era apenas um dos objetivos.

"Estamos jogando para o longo prazo," ele disse. "Acreditamos na televisão ao vivo e na televisão com roteiros." Isso significa, ele explicou, tentar encontrar mais programas como House, que consegue viver da receita de direitos de transmissão e vendas de DVD, e "ser um bem valioso, após oito, nove, 10 anos de estrada."
 

The New York Times
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