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Segunda, 13 de outubro de 2008, 18h05  Atualizada às 18h19
Gabi se compara a Hillary Clinton: "sei me defender"
 
Mariana Lanza
Direto de São Paulo
 
Reinaldo Marques/Terra
Marília Gabriela estreará o monólogo  Aquela Mulher  em SP
Marília Gabriela estreará o monólogo Aquela Mulher em SP
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Inspirada em Hillary Clinton, Marília Gabriela estreará o monólogo Aquela Mulher sob a direção de Antonio Fagundes. A atriz subirá ao palco do Teatro Sesc Anchieta, em São Paulo, no próximo sábado para mostrar o resultado de uma parceria entre ela, Fagundes e o escritor José Eduardo Agualusa.

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"Não deixaram eu ver nenhum ensaio. Estou curioso!", disse o autor português em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira.

A peça conta a história de uma mulher poderosa na eminência da confirmação de seu futuro. "É também uma reflexão sobre a relação homem e mulher, traição e morte", acrescentou Agualusa.

José Eduardo Agualusa escreveu o texto a pedido da própria Marília Gabriela, que apresentou a obra para Antonio Fagundes e o convidou para dirigi-la no teatro. "Nunca tive a intenção de dirigir, mas achei que esse projeto seria especial, uma experiência interessante. Até porque somos amigos e isso já é meio caminho andado", disse Fagundes, que mantém uma amizade de cerca de 30 anos com a atriz e jornalista.

O monólogo Aquela Mulher tem como base a trajetória de Hillary Clinton, mulher do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, que foi pré-candidata à presidência do país. "Eu torci muito para que ela ganhasse. Seria um teste de fogo ver o que uma mulher poderia fazer no comando do país mais poderoso do mundo. Talvez fosse uma desilusão, mas só saberemos no dia em que isso acontecer", lamentou Marília Gabriela a derrota de Hillary para Barack Obama, candidato democrata à Casa Branca.

Antes de compor a personagem, a atriz leu um livro sobre Hillary. "Trinta mulheres escreveram algo sobre ela. E eu fiquei tão impressionada com tudo o que a Hillary Clinton passou, como foi julgada. Nenhuma pessoa pode deixar de se identificar com ela", contou Marília.

Hillary Clinton já se envolveu em casos polêmicos. Ela não só permaneceu ao lado do marido, mesmo quando veio a público a traição dele com a estagiária Monica Lewinsky, como também votou a favor da guerra no Iraque, em 2002. Apesar disso, superou os obstáculos e seguiu em frente.

É justamente com a força e poder da mulher do ex-presidente americano que Marília Gabriela se identifica. "Eu acho que sou poderosa no sentido de que sou senhora de mim. Sei me defender, sei me colocar", contou.

Enquanto a peça não estréia, Antonio Fagundes segue ansioso. "O nervoso bate de uma forma diferente do que quando se é ator, porque você fica em absoluta solidão. Não tem mais contato com quem está no palco", desabafou.

Depois de São Paulo, o monólogo Aquela Mulher será apresentado em outros locais. "Ele vai viajar, vai para Portugal e quem sabe Angola", finalizou Marília.
 

Especial para Terra
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