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Quarta, 9 de junho de 2004, 07h11 
"Serei sempre um repórter", diz Roberto Cabrini
 
Kleber Soares Filho
 
Reinaldo Marques/Terra
Na Band há dois anos e meio, o jornalista é âncora do  Jornal da Noite
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O jornalista Roberto Cabrini começou a carreira aos 16 anos, como repórter de uma pequena rádio em Piracicaba, no interior de São Paulo. Hoje, depois de passar pelas três maiores emissoras do País, trabalhar como correspondente internacional em cinco guerras e de acumular vários prêmios, ele revela: "eu adoro ser repórter, serei sempre um repórter. Essa é a palavra que me atrai: reportagem".

Leia a íntegra da entrevista com Roberto Cabrini!
Veja fotos do jornalista nos bastidores do Jornal da Noite!
Assista aos vídeos da entrevista com Cabrini!

Apaixonado pela profissão, Cabrini mostra que suas palavras não são apenas discurso e continua atuando como repórter. Apesar de acumular os cargos de âncora e editor-chefe (posto que divide com o jornalista João Beltrão) do Jornal da Noite, na Rede Bandeirantes, ele ainda faz questão de sair às ruas. "Mesmo como apresentador, eu continuo sendo um repórter, constantemente eu faço matérias para o telejornal", diz. Ele também valoriza o trabalho dos profissionais de reportagem. "O essencial em telejornalismo é o repórter, e um bom repórter será bom em qualquer emissora de televisão".

Por ironia do destino, foi justamente o gosto pela reportagem que acabou ocasionando a saída do jornalista da Rede Globo. "Eu já tinha feito tudo que eu poderia fazer na minha vida como repórter e um novo desafio veio representado pela ancoragem de um telejornal, proposto pela Rede Bandeirantes".

No ano de 2001, Cabrini assumiu o comando do Brasil Urgente, jornal de caráter mais popular, diferente de todas as experiências que ele já havia tido dentro Jornalismo. "Eu sempre fui mais especializado em fazer grandes documentários, matérias investigativas, eu fui correspondente internacional, não era exatamente a experiência que eu tinha". Apesar de todas as diferenças, ele considera a passagem pelo telejornal crucial para a sua carreira.

"A experiência no Brasil Urgente foi muito importante para eu poder desempenhar o Jornal da Noite de uma forma mais madura. Se eu entrasse direto para o Jornal da Noite, eu não teria a experiência de ter que improvisar todos os dias, de estar muito tempo no ar sem algo totalmente planejado, dependendo apenas do que acontece naquele instante", diz.

Incisivo, Cabrini ataca a Justiça brasileira quando fala de sua matérias investigativas. "Eu achei criminosos porque eu fui atrás. O mais importante de um repórter ter achado criminosos é perguntar por que as autoridades que deveriam localiza-los não o fizeram". Ele também causa polêmica ao falar da veiculação de violência nos telejornais brasileiros. "Eu acho que todos os telejornais, sem exceção, têm que mostrar a violência, mas não ficar apenas em mostrar, exibir, mas também em discutir soluções".

Com dois anos e meio de Rede Bandeirantes, o jornalista já se sente mais do que em casa na Central de Jornalismo da emissora, onde, apesar de toda a seriedade, arranja tempo para "brincar" com a equipe do seu telejornal. A admiração pela qualidade do Jornalismo da "casa" também é evidenciada por Cabrini. "É um lugar em ebulição, que tem uma enorme tradição em Jornalismo e é também uma rede de televisão que está crescendo muito, e vai ocupar um espaço cada vez maior".

Sem ser piegas, ele também faz questão de ressaltar as significativas passagens pela Globo e pelo SBT. "Eu também tenho elogios para a Rede Globo, para quem eu devo grande parte da minha formação, e ao SBT, que também me proporcionou grandes experiências. Eu fico muito feliz de saber que eu tenho portas abertas nos lugares pelos quais eu passei, isso é uma demonstração de que eu deixei algo".
 

Redação Terra
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