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Quarta, 6 de agosto de 2008, 01h01  Atualizada às 07h16
TV americana promove adultério no horário nobre, diz estudo
 
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Um estudo denuncia que a indústria da TV americana promove o adultério e a promiscuidade nos programas de maior audiência, afirmou o Conselho de Pais para a Televisão (PTC, na sigla em inglês).

O relatório denuncia que as redes de TV quase não mostram cenas sexuais no contexto do casamento ou as representa como uma "carga", enquanto acentua atrativos de outros tipos de relações.

Os dados reunidos sobre conteúdos exibidos pelas principais redes dos EUA refletiram que as cenas de adultério superaram em uma proporção de dois para um as imagens íntimas de casais.

Além disso, o sexo sem casamento superou por quatro a um as relações sexuais matrimoniais.

"A TV sugere que muitos buscam minar o casamento ao tratá-lo de forma negativa, mas mais problemático que a glorificação do sexo extramatrimonial é a obsessão por ensinar comportamentos que há uma década teriam sido impróprios para a televisão", afirmou o presidente do PTC, Tim Winter.

Referências a situações sexuais que antes não apareciam em horário nobre, como relações grupais, de mudança de casal, pedofilia, necrofilia e fetichismo, se encontram agora na programação de forma abundante.

"Comportamentos que antes eram vistos como imorais ou socialmente destrutivos receberam sinal verde da indústria da TV. Recentes estudos mostram que as crianças são influenciadas por essas mensagens", assegurou Winter.

A pesquisa se baseou em horários de maior audiência das emissoras ABC, CBS, FOX, NBC e CW durante quatro semanas no início da temporada 2007-2008 da TV, entre setembro e outubro do ano passado.

A ABC foi a rede com mais alusões a sexo no casamento, "embora a maior parte delas negativas", segundo menciona o relatório, que destaca que nesse mesmo canal o sexo sem casamento prévio apareceu em um contexto positivo.
 

EFE

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