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A Favorita
Quinta, 24 de julho de 2008, 08h32  Atualizada às 08h32
Símbolo da violência pede lei em 'A Favorita'
 
Sabrina Grimberg
 
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As cenas de agressão de Leonardo (Jackson Antunes) à mulher Catarina (Lilia Cabral), em A Favorita vêm sendo acompanhadas por uma das maiores representantes da luta contra a violência doméstica. A cearense Maria da Penha Maia Fernandes, de 63 anos - que dá nome à lei, em vigor desde 2006, que pune homens agressores - ressalta a boa oportunidade de falar sobre o tema.

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"É importante que a Catarina tenha o conhecimento da Lei Maria da Penha. O autor precisa informar e a novela, apresentar soluções ao público", opina ela, sobre a lei que aumentou o rigor das penas para agressões e ajuda a coibir a violência. "As mulheres precisam ser informadas que existem mecanismos para sair da violência".

No último domingo, o apresentador Fausto Silva, que recebia no palco de seu programa Jackson Antunes e Lilia Cabral, citou o caso de Maria da Penha, mas, equivocadamente, afirmou que 'de tanto apanhar, ela ficou paraplégica'. Maria da Penha ficou chateada com Faustão.

"Fui vítima de violência e fiquei paraplégica por causa de um tiro, não apanhando. Considero que houve descuido da parte dele e gostaria de uma retratação", pediu ela, que será atendida no próximo domingo, quando o apresentador vai esclarecer o caso.

Maria da Penha virou símbolo da luta contra a violência à mulher após sofrer agressões por seis anos. Em 1983, seu ex-marido cometeu contra ela duas tentativas de homicídio. Na primeira, um tiro nas costas a deixou paraplégica. E a segunda, por meio de choques elétricos. A punição só veio depois de 19 anos e o agressor ficou apenas dois anos preso.
 

O Dia

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