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Sexta, 30 de maio de 2008, 07h25  Atualizada às 07h25
"Adoro o Pânico, mas está em outra galáxia", afirma líder do CQC
 
Band/Divulgação
Marcelo Tas está à frente do  CQC  na Band
Marcelo Tas está à frente do CQC na Band
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Alguns se lembram dele como o inconveniente repórter Ernesto Varela. Já os mais jovens, lembram do Professor Tibúrcio no programa Rá-Tim-Bum. Agora Marcelo Tas volta às telas da TV aberta à frente do CQC, sucesso da TV argentina que ganha uma versão brasileira misturando humor e jornalismo.

» 'CQC' desbanca Hebe Camargo na audiência
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Com pouco mais de dois meses no ar, o CQC já quadruplicou a audiência, desbancando programas como o de Hebe Camargo nas noites de segunda-feira.

Em entrevista ao Terra, Marcelo Tas, âncora e mente criativa por trás do programa fala sobre a audiência, a diferença com os outros CQCs do mundo e a comparação com o Pânico na TV. "Adoro o programa, mas eles estão em outra galáxia. A fonte do humor é diferente, com aquelas perucas e mulheres de biquíni", afirma o apresentador.

Quando você conheceu o CQC, e como se envolveu com o projeto?
Conheci o CQC argentino em 1995, em uma conferência na qual estávamos na mesma mesa. Eles com o programa, que estava começando e eu com o Varela. Desde então acompanho algumas coisas que eles vinham fazendo.

O que existe de diferente entre o CQC brasileiro e os de outros países?
Praticamente tudo. O formato e o visual são os mesmos, mas como tratamos de notícia, o que acontece durante a semana, tem coisas que funcionam aqui e que não funcionariam na Argentina, por exemplo. O humor depende muito da coisa cultural de cada lugar.

O programa quadruplicou a audiência em pouco mais de dois meses e têm ameaçado a hegemonia de alguns programas nessa faixa de horário. Vocês já esperavam esse sucesso todo?
A rapidez com que o programa fez sucesso foi surpreendente. Eu sabia que o público ia gostar de um programa assim, ousado. Acho que muito dessa rapidez se deve à Internet. Muita gente nos assiste por vídeos na Internet, inclusive publicados pela própria Band. Na gravação do último programa tinha uns garotos gravando os comerciais do programa! Mas com o sucesso, também aumenta a responsabilidade.

Quando o programa estreou vocês foram muito comparados ao Pânico na TV. O que você vê de semelhanças e diferenças entre os dois programas?
Gosto muito do Pânico, é um programa fundamental, mas eles estão muito longe, em outra galáxia. As fontes de humor são diferentes. Enquanto a nossa é notícia, eles fazem outra coisa, com aquelas perucas, aquelas mulheres de biquíni. Nós somos todos homens feios, de terno (risos). Mas nós sabíamos que iam comparar.

A audiência mais nova lembra de você como o Professor Tibúrcio do Ra-Tim-Bum. Essa associação com um personagem infantil te incomoda? Você voltaria a fazer um personagem assim?
Não me incomoda de forma alguma! Aliás, um convite para fazer algo infantil seria a única coisa que me faria dividir o tempo com o CQC, acho que valeria a pena. Ver esses jovens que começaram a assistir TV com o Professor Tibúrcio e hoje em dia assistem ao CQC me dá uma sensação de dever cumprido.
 

Redação Terra
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