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Sábado, 19 de abril de 2008, 13h19 
Miss Brasil diz que tirou grandes lições de 'O Pequeno Príncipe'
 
Flávia Faccini
 
Marcelo Pereira/Terra
Natália Anderle é gaúcha da cidade de Roca Sales
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Blindada de perguntas indiscretas por uma diplomacia de fazer inveja a profissionais da área, a miss Brasil Natália Anderle conversou com o Terra na última quinta-feira, em São Paulo.

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Fã do livro O Pequeno Príncipe - leitura quase obrigatória para cabecinhas coroadas de várias décadas - a sucessora de Natália Guimarães disse que tirou grandes lições da obra, falou sobre a conquista do Miss Brasil, os projetos para o futuro e as expectativas com o Miss Universo.

Confira a entrevista:

Como você começou sua carreira?
Um dos produtores do concurso no Rio Grande do Sul viu minhas fotos em um site de relacionamentos, entrou em contato através dos dados que estavam no meu perfil e me convidou para representar o Rio Grande do Sul. Cheguei ao concurso totalmente sem experiência na área, mas mostrei minha garra e determinação.

Você teme comparações com a sua antecessora, a mineira Natália Guimarães?
Acho que as comparações são inevitáveis, já que Natália é uma pessoa que teve bastante projeção durante todo o ano, mas cada uma de nós tem uma forma de agir, uma personalidade diferente.

Qual é a melhor e a pior coisa de ser miss Brasil?
Acho que para quem tem uma história como a minha Natália vem de uma família de agricultores, e chegou a trabalhar como doméstica antes de se formar em cosmetologia, ser miss Brasil é a realização de um sonho e uma oportunidade de aprendizado.

Não consigo ver nada de ruim. Se tivesse que dizer algo que não é tão bom, citaria as poucas horas de descanso e as bolhas no pé, além da saudade da família.

A miss Brasil tem tempo para namorar?
Tenho uma pessoa especial, como todo mundo tem, mas prefiro não ficar falando muito nisso. Ele entende que estou bastante ocupada agora, concentrada no Miss Universo, que acontece em julho, no Vietnã, e não é ciumento.

Você está confiante para o Miss Universo?
Sim, estou muito confiante, como procurei estar em toda essa trajetória. Tenho aumentado os cuidados com o meu corpo, cabelo e pele e também melhorando minha dicção e desempenho na passarela. Além disso, quero ser reconhecida não só pela beleza, mas pelo meu conteúdo.

O que pretende fazer após o período como miss?
Ainda não pensei nisso seriamente, é tudo muito recente e estou focada no meu trabalho como miss Brasil. Talvez siga carreira como modelo ou atriz, quem sabe?

O que faz a miss Brasil descer do salto?
Acho que o que mais me aborrece não pessoas que não tem humildade, que são arrogantes quando teriam oportunidade de aprender.

As candidatas a miss Brasil costumam ter discursos bastante padronizados, dos agradecimentos às preferências literárias. Você não acha que esse comportamento acaba por ofuscar a personalidade?
Não acho que são padronizados. Algumas coisas acabam se repetindo porque as candidatas têm mesmo características parecidas que justamente é o que faz delas misses.

Quanto à literatura, o coordenador do concurso me indicou a leitura de O Pequeno Príncipe e eu adorei, acho que tirei grandes lições que me ajudaram a alcançar meu objetivo.

Que tipo de lições foram essas?
Acho que a maior foi aprender que a gente se torna responsável por tudo aquilo que cativa.

Você já passou por alguma saia-justa?
Não chega a ser uma saia-justa, mas uma coisa que acontece com freqüência é ter que desfilar com um sapato que é maior que o meu pé, o que provoca diversas bolhas e exige mais concentração, para evitar que ele saia do pé ou provoque algum incidente.


 

Redação Terra
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