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Desejo Proibido
Sábado, 19 de abril de 2008, 11h21 
Guilherme Berenguer diz que amadureceu em 'Desejo Proibido'
 
Gabriela Germano
 
Pedro Paulo Figueiredo/ Carta Z Notícias /TV Press
Guilherme Berenger interpreta o tenente João em  Desejo Proibido
Guilherme Berenger interpreta o tenente João em Desejo Proibido
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Antes mesmo de terminar Desejo Proibido, Guilherme Berenguer já considera a novela um marco em sua carreira. Seu personagem, o militar João Antônio, é o primeiro mais profundo que o ator interpreta na TV.

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Bem diferente do adolescente Gustavo, de Malhação, ou do moderno dançarino e músico Neon Bullock, de Bang Bang. "É um divisor de águas porque é um personagem mais maduro, que reflete o meu amadurecimento como ator também", afirma Guilherme, de 27 anos.

Na ficção, a história do personagem é marcada por maus momentos. Além de ser preso, acusado de ter abandonado o Exército, João Antônio perdeu a namorada Madalena, de Déborah Evelyn, para o delegado Trajano, de Cássio Gabus Mendes.

O atual trabalho lhe traz boas lembranças de seu avô, que foi realmente um militar. "Cresci ouvindo histórias sobre ele e por isso sempre quis servir o Exército, o que acabou não acontecendo", conta o ator, que aos 18 anos deixou a cidade de Recife, onde nasceu, para investir na carreira de modelo.

Com a novela a caminho do fim, um romance com a assanhada Teresa, de Fernanda Paes Leme, esquenta e coloca uma pimenta na história. Mas o que Guilherme gosta de destacar em relação ao papel é a conduta correta que permeia toda a história do militar no folhetim. "A disciplina e a fidelidade aos ideais regem o personagem", valoriza.

Não é difícil entender porque Guilherme se derrete de elogios à figura que interpreta. O ator também sempre carregou a fama de certinho. Nunca teve seu nome envolvido com fofocas e faz o tipo boa-praça sem precisar se esforçar.

E é com a cabeça no lugar que ele acha que tem conseguido conduzir a carreira da melhor forma. "Mantenho o equilíbrio para saber o que vai acrescentar alguma coisa à minha trajetória ou não", resume.

Tanto é que quando foi convidado para apresentar o Globo Ecologia, em 2006, o ator adorou a idéia. Ter o seu nome atrelado a um programa que discute questões ambientais poderia ser muito bom para a carreira e agregar credibilidade ao ator.

Guilherme não só acredita que isso aconteceu, como também provocou o efeito contrário. "Conseguimos fazer com que boa parte do público que me acompanhava desde Malhação passasse a ver o programa", diz Guilherme, que continua no comando da produção.

A novelinha juvenil da Globo definitivamente é um momento especial na carreira do ator. Além de marcar a sua estréia na TV, foi a última temporada de sucesso da produção, que chegou a marcar 34 pontos na época, 2004 até 2005.

Na pele do personagem Gustavo, Guilherme fez par romântico com Marjorie Estiano e Juliana Didone. "Já fui bem recebido de cara. O elenco dessa fase conquistou o público. Tanto é que todos continuam na ativa", justifica o ator.

A mesma sorte ele não teve no trabalho seguinte, Bang Bang. A novela foi considerada um fracasso em relação à audiência. "Mas era uma proposta diferente e acho que fiz sucesso dentro dessa proposta", minimiza.

Para uma carreira que, segundo o ator, vem "amadurecendo naturalmente", há várias certezas em relação ao futuro. Fazer teatro é uma delas, mas não de qualquer jeito. "Tem de ser um texto que me toque, algo que ainda não aconteceu", explica.

Guilherme, inclusive, quer mostrar um tipo bem característico que tem vontade de encarnar na TV. "Queria dar vida a um sacana, que namora várias mulheres, um inconseqüente e cara de pau", assume.

Pode parecer contraditório para quem diz viver um momento de mais maturidade na profissão. Mas, seguro, o ator garante que esse seria mais um tipo diferente para acrescentar no currículo. "Eu me divertiria na pele de um canalha assim", imagina.
 

TV Press
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