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Sábado, 15 de setembro de 2007, 10h08  Atualizada às 09h36
Franciely Freduzeski quer apagar imagem de "mulher objeto"
 
Márcio Maio
 
Jorge Rodrigues Jorge/ Carta Z Notícias/TV Press
Francielly Freduzeski quer mostrar seu talento como atriz
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A Gabriela de Donas de Casas Desesperadas caiu como uma luva para sua intérprete, Franciely Freduzeski. Vaidosa como a ex-modelo do fictício bairro de Arvoredo, a atriz considera essa sua grande chance de mostrar seu talento e apagar de vez a imagem de "mulher objeto" que seu trabalho no humorístico Zorra Total deixou. Isso apesar de dar vida à mais sensual das mulheres do seriado.

Mesmo depois de atuar em O Clone, América e na minissérie Amazônia - De Galvez a Chico Mendes, Franciely admite que sofre preconceito por parte de algumas pessoas. E acredita que, com sua primeira protagonista, pode reverter essa situação.

"Não me importo que me vejam como a gostosona. Eu faço a gostosona agora, mas interpreto uma personagem com carga dramática. Antes de tudo, sou uma atriz", afirma.

A semelhança entre atriz e personagem foi o que mais ajudou Franciely na hora de enfrentar todas as dificuldades para gravar a série. Com 23 episódios, a primeira temporada foi toda feita na Argentina, com um frio muitas vezes abaixo de zero grau.

Apesar do figurino decotado e das minissaias nas cenas, Gabriela não podia aparecer tremendo ou demonstrando qualquer desconforto com a temperatura, já que na história as protagonistas vivem no Brasil.

"Começava a trabalhar às 7h da manhã! De tanto forçar para não tremer, fiquei com o ombro inflamado e quase tive que engessar", conta.

Muito antes de ser convidada para integrar o elenco da série, Franciely já era fã da versão original, Desperate Housewives, exibida aqui pelo canal pago Sony e pela própria Rede TV!. E, por uma feliz coincidência, sua "dona-de-casa" favorita era mesmo a Gabrielle, interpretada pela atriz Eva Longoria.

Mesmo assim, logo que assinou o contrato, fez questão de assistir a todos os episódios da primeira temporada e conversar com o diretor Fábio Barreto.

"A gente ficou muito preso à versão original, mas aproveitamos para dar um toque mais brasileiro", lembra.

Antes de chegar à Argentina, Franciely só conhecia dois dos seus colegas de elenco no programa: Iran Malfitano e Isadora Ribeiro. Todos os outros membros da equipe eram apenas pessoas com quem a atriz cruzava nos bastidores das emissoras, sem qualquer contato.

Com o fim das gravações, ela já torce para que a emissora resolva fazer uma segunda temporada. Não só pelo trabalho e pelo status de protagonista, mas também para continuar convivendo com suas novas amigas.

"Nos demos tão bem fora de cena quanto dentro. Foram quatro meses de muito apoio, todas juntas em um país novo. Adorei a experiência".

Gravar no exterior só não foi melhor porque a atriz não pôde levar seu filho, o pequeno Lucas de apenas 4 anos. "De lá eu monitorava tudo", conta.

A emissora ainda não se pronunciou sobre uma próxima temporada, mas Franciely acredita que isso já é quase certo. A série vem mantendo os cinco pontos de média de audiência, um resultado satisfatório para a emissora.

Mas, se não acontecer, não tem problema. Antes de aceitar a personagem em Donas de Casas Desesperadas, Franciely recebeu propostas de três emissoras. E, segundo ela, só assinou com a Rede TV! porque seria para protagonizar. "Para fazer papéis menores, ficava trabalhando por obra na Globo mesmo".

Sobre as comparações com a versão original, Franciely faz questão de deixar claro que já esperava por isso. E afirma que em nenhum momento esperou que o remake brasileiro ofuscasse o sucesso de sua fonte inspiradora.

"Só espero que avaliem o nosso trabalho, não nossa capacidade de copiar atrizes que já são sucesso há três anos nessas personagens", pondera.

Malas prontas
Estudante de teatro desde os 15 anos, a carreira de Franciely só começou a evoluir quando a jovem, então com 19 anos, decidiu se mudar para o Rio.

Mas, como sabia que sua mãe não aprovaria a idéia com facilidade, a atriz mentiu que já tinha feito inscrição para o vestibular em todas as faculdades de sua cidade e resolveu só tentar uma no Rio.

Como só passou para uma universidade da capital carioca, convenceu os pais a arcarem com as despesas da mudança. "Ou era isso ou manteria minha vidinha sem sal em Curitiba", brinca.

Matriculada no curso de Direito, Franciely conseguiu terminar o quinto período. Mas começaram a surgir convites para participações especiais em novelas e programas da Globo e, de repente, foi chamada para fazer um quadro no Zorra Total.

Na época, sua função era "dar uma subidinha" para pegar algo que estivesse em um lugar alto e deliciar os homens em cena.

"Até hoje me pedem na rua para dar uma subidinha. Não tenho problemas com isso. Todo mundo tem que começar de algum jeito", diz, às gargalhadas.

Instantâneas
# Franciely decidiu se mudar para o Rio depois que uma de suas peças, Drácula e a Dança dos Vampiros, uma comédia, se apresentou na capital carioca. "O Stênio Garcia foi ao teatro ver a gente. Eu liguei para Curitiba e contei para todo mundo, estava impressionada"
# Assim que terminou de gravar a novela O Clone, Franciely recebeu convite para posar nua na Playboy. "Foi uma fase boa. Na Argentina, a novela estava sendo reprisada pela terceira vez e era exibida em três horários diferentes diários. É inacreditável"
# Como nunca fez nada no cinema, Franciely acredita que seu trabalho com o diretor Fábio Barreto possa ajudar a lhe abrir portas nessa área. "É um dos meus maiores sonhos agora"
# Apesar das restrições de figurino, Franciely fez questão de fazer algumas adaptações para sua personagem. Entre outras coisas, a atriz pediu calças jeans de cintura baixa e sandálias mais altas. "São peças tão comuns no Brasil, achei que não poderiam faltar no guarda-roupa dela", explica.
 

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