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Quarta, 30 de maio de 2007, 15h53  Atualizada às 16h44
'Tristão' abre temporada em Milão com regência de Barenboim
 
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A casa de ópera La Scala de Milão vai abrir sua temporada 2007-2008 com Tristão e Isolda, de Wagner, tendo Daniel Barenboim, 64 anos, como principal regente convidado, anunciaram representantes do teatro na quarta-feira.

O superintendente e diretor artístico do teatro, Stephane Lissner, disse que a presença de Barenboim no pódio converterá o espetáculo de 7 de dezembro em evento internacional.

"Eu diria que para mim, e também do ponto de vista histórico, o ponto alto da temporada é o início da colaboração com Daniel Barenboim", disse Lissner a jornalistas numa coletiva de imprensa em que falou sobre a nova temporada.

Barenboim foi nomeado maestro do La Scala no ano passado, preenchendo o vazio deixado pela saída de Riccardo Muti do cargo de diretor musical. Barenboim vai reger duas produções a cada temporada até 2012.

O regente e pianista argentino vai reger a orquestra do La Scala primeiro no Réquiem de Verdi, em 9 de novembro, em homenagem ao 50º aniversário da morte do legendário maestro Arturo Toscanini.

Barenboim, que é diretor musical do Staatsoper de Berlim, também vai reger O Jogador, de Prokofiev, em junho de 2008.

Dez das 14 óperas programadas para a temporada são produções novas. A programação inclui Wozzeck, de Alban Berg, Macbeth, de Verdi, e 1984, de Lorin Maazel, além de balés, concertos e outros eventos.

"Esta é uma temporada para a qual eu e todo o mundo estamos trabalhando há dois anos", disse Lissner, que assumiu a direção artística do La Scala em 2005. "É evidente que nem tudo tem sido perfeito, mas eu diria que esta é a temporada pela qual tenho mais apreço."

A prefeita de Milão, Letizia Moratti, que preside o conselho de direção do La Scala, disse que no ano passado o teatro apresentou lucro de 1,5 milhão de euros (US$ 2,01 milhões), revertendo a tendência ao prejuízo, que em 2005 foi de 5 milhões de euros.

O público do teatro aumentou de 335 mil pessoas para 375 mil na temporada passada.

Mas Lissner disse que o La Scala, cujo 42 por cento do orçamento vem de recursos públicos, pode enfrentar novas medidas de redução de custos.

"Equilibrar o orçamento ou mesmo auferir lucro não significa necessariamente que o teatro seja forte", disse ele.
 

Reuters

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