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Terça, 29 de maio de 2007, 16h56  Atualizada às 18h31
Miss Brasil acha justa vitória de japonesa no Miss Universo
 
Janice Scalco
 
AP
Natália Guimarães ficou em segundo lugar no Miss Universo 2007
Natália Guimarães ficou em segundo lugar no Miss Universo 2007
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A miss Brasil 2007, Natália Guimarães, 22 anos, e segunda colocada no Miss Universo, realizado na noite desta segunda-feira, falou ao Terra sobre o concurso. Natália achou justa a vitória da japonesa Riyo Mori, 20 anos.

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"Acho justo que o concurso Miss Universo valorize todo o tipo de beleza que existe: a negra, a asiática, a latina, a européia, etc. Este foi o ano das orientais", disse Natália.

Confira a entrevista:

Você achou justa a vitória da japonesa Riyo Mori?
Estou muito feliz com minha classificação. Há muitos anos que o Brasil não chega em segundo lugar. Dei o melhor de mim, me esforcei ao máximo. Acho justo que o concurso Miss Universo valorize todo o tipo de beleza que existe: a negra, a asiática, a latina, a européia, etc.. Este foi o ano das orientais.

Em que aspectos você acha que a japonesa foi melhor para merecer o título?
Ela é dançarina há muitos anos, portanto tem uma postura maravilhosa, sabe desfilar muito bem, acho que é um grande ponto a seu favor.

Você achava que tinha chances de ganhar o concurso?
Claro que sim. Sou uma pessoa determinada, me esforcei ao máximo e fui conquistando meu espaço aos poucos. Os mexicanos foram muito carinhosos comigo, era comum me pararem na rua e manifestarem sua torcida por mim. Quando a mexicana não foi chamada nas cinco finalistas, toda a platéia mexicana gritava Brasil! Brasil! Foi emocionante, jamais esquecerei...

O que você achou das vaias à norte-americana Rachel Smith? Acho errado. Afinal a miss EUA nada tem a ver com os ressentimentos e a raiva dos mexicanos em relação às desavenças políticas entre os dois países.

Você acha justo o fato de a miss Estados Unidos ter que ficar entre as semifinalistas já que a sede do Miss Universo é nos EUA?
Sinceramente não. Não entendo direito os critérios de avaliação da organização do Miss Universo, o tipo de orientação que devem passar aos juízes, mas temos que respeitar. Havia mulheres belíssimas, com muita competência e que mereciam ficar entre as semifinalistas. Achei injusto, por exemplo, a miss Angola não ficar entre as cinco finalistas.

Você acha que os concursos de miss perdem prestígio com polêmicas como a envolvendo a ex-miss EUA Tara Conner, que quase perdeu a coroa por mau comportamento?
Perdem muito. Incidentes como este têm que ser evitados. A miss é um modelo de imagem em que pessoas de todo o mundo se espelham. Vícios, escândalos comprometem esta postura ideal. A organização deve cada vez ser mais rigorosa na avaliação das candidatas, inteligência, atitude, responsabilidade são aspectos importantíssimos, além de comportamento social e psicológico.

O que você fez logo após o resultado do concurso?
Fui comemorar com minha família, jantamos e depois participamos da festa de encerramento. Foi maravilhoso!

Quais são seus planos agora?
Estou ansiosa para retornar ao meu querido País. Quero participar ativamente de trabalhos e campanhas sociais e cumprir todos meus compromissos como miss Brasil.
 

Redação Terra
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