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Domingo, 4 de fevereiro de 2007, 13h33  Atualizada às 13h32
"Meu vilão não tem clichês", diz Jorge Pontual
 
Diogo de Oliveira
 
Pedro Paulo Figueiredo/TV Press
Jorge Pontual está no elenco de  Alta Estação
Jorge Pontual está no elenco de Alta Estação
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Depois de viver o policial Júlio Ladeira em Prova de Amor, novela das sete exibida no ano passado, na Record, o cearense Jorge Pontual não imaginou que voltaria tão cedo ao ar. Mas após a troca de horário de Alta Estação, que passou das 18 para às 19h, a escritora Margareth Boury precisou amadurecer o elenco e a história. E o ator de 39 anos, que soma 12 novelas no currículo, tinha o perfil ideal.

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Leia o resumo da novela

Na trama, ele interpreta o empresário César Augusto, homem rico e ambicioso que usa do seu poder para conquistar mulheres mais novas. Disputado na emissora, o ator pode ainda emendar outra novela no meio do ano: Destino, título provisório do autor Tiago Santiago para a sua próxima criação, que vai substituir Vidas Opostas no meio do ano.

"Fui pego de surpresa. Mas a partir do momento que a Margareth me colocou os detalhes do personagem e da história, tudo ficou mais tranqüilo. Minha preocupação nesse momento é fazer um bom trabalho", garante. Leia o resumo da novela:

P - O que mais seduziu você na proposta da Margareth Boury?
R - Eu já tinha feito Uga Uga e Quatro por Quatro com a Margareth, na Globo, e sei que ela é uma autora maravilhosa. Achei interessante o projeto pelo bom clima do trabalho e da equipe, o que é muito importante. Além disso, trabalhei com o diretor João Camargo em O Dono do Mundo, e tenho vários amigos no elenco, como o próprio Guilherme Boury - que fez Prova de Amor comigo.

P - Em Prova de Amor, você interpretou um policial honesto. Agora, em Alta Estação, faz um vilão. Essa variação de tipos é o que você queria?
R - No início, Alta Estação era uma novela voltada mais para os jovens e, de certa forma, continua sendo. Mas em função da mudança de horário, a direção criou um núcleo diferente e acho essas novidades interessantes. Dois fatores me animam. Primeiro esse personagem tem uma perspectiva completamente diferente do Júlio, de Prova de Amor, e estou livre para dar o tom que achar mais adequado ao César. Não quero fazer um vilão caricato.

P - O que você vê de bacana no César?
R - O que acho legal nesse personagem é que ele não fica naquele enredo clichê da maioria dos vilões. Muitas vezes você vê um cara ruim que é mal o tempo todo. No caso do César, ele é mal, mas pode se apaixonar e mudar seus conceitos de vida. Até porque é um cara inteligente. Ele foge totalmente do estereótipo do vilão que usa somente roupas escuras e faz maldades o tempo inteiro. Ele tem sensibilidade.

P - O que você buscou para formar a personalidade do seu personagem?
R - Assisti a alguns filmes só para ver os vilões. Acho interessante o ator ter alguma referência. Lógico que a personalidade do sujeito quem cria sozinho é o ator. Por exemplo, quando fiz o Alberto Limonta em O Direito de Nascer, queriam que eu visse a versão anterior da novela. Decidi não ver, porque a visão do personagem tinha de estar de acordo com o meu sentimento, a minha visão das coisas.

P - Depois de Alta Estação, o seu desejo é fazer uma novela de temática mais adulta, como "Vidas Opostas"?
R - Lógico. Vão surgir várias oportunidades em breve. Vejo que Vidas Opostas está dando certo, é um horário diferente, desativado há mais de uma década e que não concorre diretamente com as novelas da Globo. Acho que a Record está indo por um lado bacana. Independentemente de ser contratado da emissora, é legal essa abertura do mercado televisivo, assim como a Band está fazendo com Paixões Proibidas, com o Ignácio Coqueiro à frente do núcleo de novelas. Isso valoriza diretores, autores, equipe técnica e outros profissionais.
 

TV Press
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