| Kiko Cabral/Divulgação |
 Deborah Secco é uma das protagonistas de Pé na Jaca |
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Carlos Lombardi e seu ritmo vertiginoso voltaram ao horário das 19h. Pé na Jaca estreou na segunda-feira com 41 pontos de média de audiência na Globo, com um pouco de tudo o que o autor já fez. Marcos Pasquim cabeludo, descamisado e imitando gay (Uga Uga e Kubanacan); Murilo Benício atrapalhado e de pijama (Vira-Lata); e mulheres lindas, louras e se banhando.
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O espectador apegado a Foguinho, da antecessora Cobras & Lagartos, que estreou com 34 pontos, mas recuperou o horário, pode se cansar rápido da sensualidade dos personagens de Lombardi.
Mas em Pé na Jaca o autor tem pra onde correr: criança é o que não falta, até Juliana Paes estréia como mãe. E a abertura é chamativa, em animação, com bichos na fazenda, touro e vaca dançando, porquinhos, pintinho.
A "fofura" termina no texto ácido, politicamente incorreto: a megera feita por Flávia Alessandra chamou os filhos de animais. O corretor da bolsa de Murilo Benício teve dia de fúria no trânsito, partindo pra cima de um motoboy com taco de beisebol porque ele quebrou o espelho de seu carro. Na seqüência da cena, apanhou de um grupo de motoboys. Incitar violência não é papel da TV.
Entre os amigos de infância da trama, Deborah Secco parecia tolhida pelo hábito de freira. Mas houve surpresas, como a escalação de Leonardo Villar e Ida Gomes.
Bruno Garcia tem ritmo e foi bom para Fernanda Lima perder a dureza na cena em Paris em que riu dela mesma. Ao olhar um outdoor, disse: "Eu sou bicuda feito essa foto? Pareço um pato!".
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