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Domingo, 16 de julho de 2006, 12h18 
Record investe em seriado policial "Prova de Amor"
 
Gabriela Germano
 
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A Record se apronta para entrar em uma zona de risco. Num país em que a classe policial é vista como tão perigosa quanto os bandidos, a emissora promete lançar, em outubro, um seriado centrado em bons policiais. Apesar dessa desconfiança, a Record decidiu apostar no filão após o sucesso alcançado pelo núcleo policial da novela Prova de Amor, comandado pelos atores Jorge Pontual e Patrícia França.

A série, que será estrelada por eles, deve levar o mesmo nome do folhetim, apesar de enfocar uma temática bem mais bruta que a mostrada na trama: a das ruas e favelas cariocas. Exatamente por ter cenas violentas, o seriado semanal vai ao ar às 22 horas. "Vamos mostrar a realidade dos morros, a guerra do tráfico, tudo com muita ação", descreve o autor Tiago Santiago, que repete a dobradinha da novela com o diretor Alexandre Avancini.

O seriado vai herdar ainda outros atores que trabalharam na novela. Casos de André Mattos, Maria Ceiça, Marina Miranda e Théo Becker. De acordo com Santiago, as gravações começam em setembro e ele já trabalha na elaboração dos oito primeiros capítulos. Durante esse período, uma nova equipe de roteiristas deve ser contratada para colaborar com o projeto. "Vamos ter um laboratório com novos profissionais que certamente trarão idéias novas", anima-se.

Para Jorge Pontual, que faz o personagem Júlio Ladeira, a escolha do núcleo policial como tema de seriado se deve, entre outros fatores, ao bom entrosamento que teve com Patrícia França, que interpreta a heroína Diana Alba. Os personagens apimentam a relação profissional com um jogo de sedução. "Acho que tem alguma coisa de A Gata e o Rato ligada à nossa imagem que é bacana", compara.

A preparação do ator inclui rondas noturnas junto com policias, visitas diárias a delegacias e muita observação da abordagem de suspeitos nas ruas. E cabe ao ator a inglória tarefa de criar uma imagem positiva de um policial, profissional malvisto pela sociedade brasileira. Jorge acredita que o mais difícil, no entanto, será mostrar como funciona a mente de um policial. Ao acompanhar de perto o dia-a-dia de alguns, o ator se impressionou com a falta de respaldo que marca a rotina desses profissionais. "Eles arriscam a vida ganhando mal, sem receber apoio nenhum. Quero mostrar essa angústia, hoje esquecida por muita gente", enfatiza.

Já para Patrícia França, o seriado é uma alternativa para atores e público se aliviarem do bem-sucedido mas já antigo modelo das novelas. Além de trabalhar uma linguagem diferente, o ritmo mais tranqüilo de produção permite que os profissionais se preparem melhor. Patrícia até busca inspiração nos seriados norte-americanos para dar vida à policial Diana, mas se preocupa em não seguir a fórmula. "A realidade no Brasil é outra", lembra.

Entusiasmada com o novo trabalho, a atriz acredita que essa é uma chance de fazer um trabalho mais sofisticado em tevê aberta. "Nós podemos angariar o público das tevês a cabo, acostumado a ver programas como CSI", aposta.
 

TV Press
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